Hemorio inicia testes com plasma sanguíneo no tratamento de covid-19
Terapia foi utilizada em epidemias como a de ebola e a H1N1
O que é plasma sanguíneo?
O plasma sanguíneo é um dos componentes do sangue e representa cerca de 55% do volume desse tecido. Ele corresponde à parte líquida e reúne os elementos celulares: hemácias ou eritrócitos, leucócitos e plaquetas.
→ Quais são os componentes do plasma sanguíneo?
Ele apresenta cor amarelada e é composto principalmente de água (cerca de 90%), sendo o restante constituído por substâncias dissolvidas, como proteínas, fatores de coagulação, sais, lipídios, hormônios e vitaminas.
Sem dúvidas, as proteínas são um dos principais componentes do plasma e estão relacionadas com diversos processos importantes para o organismo. A albumina é a proteína em maior quantidade e está relacionada com o equilíbrio osmótico. Os anticorpos também estão presentes, mas em menor quantidade, e estão relacionados com a defesa do organismo. Existe ainda o fibrinogênio, que é uma proteína que atua no processo de coagulação sanguínea.

→ Qual é a função do plasma?
A principal função do plasma é garantir o transporte de substâncias pelo corpo, tais como nutrientes e gases. O gás carbônico proveniente da respiração celular, por exemplo, é transportado principalmente dissolvido no plasma, que garante seu transporte até o pulmão para sua posterior eliminação. Por transportar anticorpos, o plasma também participa ativamente da defesa do organismo. Além disso, auxilia na coagulação, uma vez que transporta substâncias importantes para que o processo ocorra.
O Instituto Estadual de Hematologia (Hemorio) inicia nesta semana uma série de estudos para utilização do plasma sanguíneo de pessoas que foram curadas do novo coronavírus (covid-19) em tratamento de pessoas com quadro grave da doença. O procedimento estudado consiste em colher essa parte do sangue que contém os anticorpos, de pessoas que se curaram da doença.
Depois de colhido, o plasma é transferido para o corpo de pacientes que estão infectados com covid-19 e apresentam quadro grave.
Esse tipo de terapia é a mesma que foi utilizada em epidemias como a de ebola e a de H1N1. Um estudo semelhante foi feito pelo Hemorio para tratar a dengue e bons resultados foram obtidos em laboratório. A ideia é criar mais uma alternativa para o combate ao novo coronavírus.
Pacientes que já se curaram da doença estão sendo convocados e serão avaliados como potenciais doadores de plasma.
De acordo com o Hemorio, estudos com o chamado plasma convalescente têm sido feitos na França, no Canadá, em Israel, na Espanha e China.

Alguém sabe responder o porquê de não usar a parte vermelha do sangue?