Dialogando sobre a Aprendizagem Criativa

 
 
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Capítulo 3 - Dialogando sobre Paixão
por Elmara Souza - segunda, 25 jun 2018, 13:14
 

 

Vamos continuar dialogando? Agora, após ver o vídeo e ler o capítulo 3 do livro Lifelong Kindergarten Cultivating Creativity through Projects, Passion, Peers and Play , o que podemos pensar a Paixão na perspectiva da AC? E no trabalho dos Centros Juvenis, qual a importância da Paixão? O que podemos destacar nesse capítulo?

A interação nesse fórum é fundamental para que possamos aprender e ensinar mais e melhor sobre AC!

 
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Re: Capítulo 3 - Dialogando sobre Paixão
por Alice Irigoyen - sexta, 29 jun 2018, 21:46
 

Olá

Acho que a paixão deveria ser o primeiro P da AP.

A paixão nos move. Quando fazemos o que gostamos, somos capaz de nos dedicar além do que podemos imaginar.

Acredito que os “pensadores X” surgem a partir da paixão. De algo que lhe chama a atenção, que desperta interesse, que desperta uma paixão. Paixão esta que o move para a dedicação e desenvolvimento de algum projeto. Que o move para procura de parcerias para que sua paixão seja alimentada. Que o leva a trabalhos divertidos e pensamentos criativos.  

No CJ, logo no primeiro dia de encontro com os alunos, nos esforçamos para que a sementinha da Paixão seja plantada em cada um. Esta sementinha que vai fazer com que ele retorne. Já que o estudante vai por CJ por opção, cada dia deve ser de atividades que desperte a Paixão no estudante.  

Destaco neste capítulo a importância da paixão para o desperta para a busca do conhecimento.

 

Abraços

 

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Re: Capítulo 3 - Dialogando sobre Paixão
por Elmara Souza - domingo, 1 jul 2018, 22:20
 

Oi Alice e colegas,

Realmente a Paixão é fundamental no processo de produção do conhecimento. O texto provoca muitas reflexões. Sabemos que as crianças e os jovens aprendem mais e melhor quando estão envolvidos, quando é algo do seu interesse. Por outro lado, como as escolas têm muita dificuldade em trabalhar com uma singularização, com o objetivo de cada um ou cada grupo se interessar. Em geral, a educação é massificadora, homogeneizadora, trata todos iguais.

Chama-se a atenção e a atenção no que diz respeito ao tema “Como as melhores experiências de aprendizagem alternam entre as fases de reflexão e de cultura”. É importante que os meninos e meninas pensem sobre o que estão fazendo, produzindo, investigando. Lembrando o conceito de filósofo russo Mikhail Bakhtin, é fundamental que os professores e alunos façam um exercício exotópico, ou seja, saiam também do seu lugar para ver de fora as coisas que não estão presentes no espaço / projeto (refletir). A imersão nos provoca a aprender mais, as novas possibilidades são necessárias, porém, em algum momento, é necessário exercer uma exotopia, nos colocar no lugar do outro para compreender o que estamos aprendendo, o que estamos construindo,
Por enquanto é isso. 
Continuarei refletindo. 
@ braço @fetuoso , 
Elmara

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Re: Capítulo 3 - Dialogando sobre Paixão
por Elmara Souza - sábado, 7 jul 2018, 13:28
 

Colegas,

Papert e Resnick enfatizam a importância do "pisos baixos", dos "tetos altos" e das "paredes largas" para a aprendizagem na perspectiva da aprendizagem criativa. 

Essa discussão é muito importante para compreendermos melhor a Aprendizagem Criativa.

O que significa esses PISOS BAIXOS, TETOS ALTOS e PAREDES LARGAS?

Vamos pensando juntos.

@braço, Elmara

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Re: Capítulo 3 - Dialogando sobre Paixão
por Anderson Santos - domingo, 8 jul 2018, 04:02
 

A paixão é fundamental quando vamos fazer o que gostamos, muitas pessoas deixam de fazer o que gostam o que amam pensando no retorno financeira que iram obter, infelizmente por isso não temos tantos profissionais orgulhosos pelo que faz. Quando fazemos algo com mor por mais que seja um simples projeto ele será incrível, quando fazemos as coisas com amor nos dedicamos mais buscamos a perfeição no que estamos fazendo e por mais simples que seja com paixão pode se tonar algo magnifico.

Nos centros juvenis a paixão é importante por que trabalhos com sonhos, quando cada um escolhe uma oficia de seu interesse ali ele quer demostrar o que realmente ele gosta de fazer, ele quer expressar suas ideias seja com dança nas oficinas de dança ou através de desenhos. Temos que alimentar essas paixões e incentiva-las para que não venham desistir diante das dificuldades que irão aparecer.

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Re: Capítulo 3 - Dialogando sobre Paixão
por Roberto Andrade - terça, 17 jul 2018, 23:48
 

Penso que temos exemplos de sobra no CJ sobre cursos que fazer os jovens pulsarem e encher a sala em detrimento de outros, que julgamos importante para o fortalecimento da educação básica e não atrai alunos. 

Nos projetos, oficinas, cursos nos CJ não podemos desprezar este P, ele move os alunos para ir e permanecer no CJ. 

Sobre paredes amplas, achei uma grande sacada do Prof. Resnick que em tempo e para esta geração ampliou o conceito de piso baixo e tetos altos de Papert. 

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Re: Capítulo 3 - Dialogando sobre Paixão
por Elmara Souza - quarta, 18 jul 2018, 14:12
 

Verdade, Roberto.

A paixão é fundamental e nos impulsiona a buscar, a querer mais... Mas, essa paixão pode ser construída. Quantos alunos chegam ao CJ sem saberem exatamente o que querem ou o que gostam? Que oportunidades os nossos alunos têm?  Muitos (a maioria) não tem acesso à cultura, à tecnologias... e o espaço de produção do conhecimento se restringe à escola. 

Será que é possível se apaixonar pelo que estão produzindo, aprendendo, experimentando?

@braço,

Elmara

Precisamos pensar um pouco mais sobre esse P, não acha?

@braço,

Elmara

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Re: Capítulo 3 - Dialogando sobre Paixão
por Isa Souza - sexta, 27 jul 2018, 19:33
 

Creio que o maior foco do Capítulo é onde trata-se de "PISOS BAIXOS, TETOS ALTOS e PAREDES LARGAS" . No entanto meu foco foi mais direcionado para paixão do ser permitido fazer quando tra-se de estudantes, principalmente menores. De um lado está a família, do outro a sociedade e do lado de cá a Escola: Tdoos cobrando suas paixões espelhadas nos nossos meninos. E nós, professores nos comportamos como se os estudantes devessem gostar das mesmas danças, mesmas músicas, mesmos livros e criamos uma barreira entre a paixão e o que queremos para os outros se apaixonarem. Partindo desse pressuposto,  a aprendizagem criativa não se concretiza