Olá
Penso os PARES na perspectiva da AC como mais uma maneira de ampliar os conhecimentos, compartilhar ideias, ultrapassar fronteiras que só não seria possível. Desenvolver um projeto em parceria, onde o projeto é de interesse comum entre os parceiro, reflete num esforço colaborativo, em aprender com o outro e no empenho para o desenvolvimento/aplicação/aperfeiçoamento do projeto. Mesmo que os parceiros tenham interesses distintos dentro de um mesmo projeto, as ações coletivas geram conhecimentos.
Durante a leitura, percebi também a interferência da organização do espaço no trabalho em pares, seja ele físico ou virtual. Esta organização ou disposição de móveis e equipamentos pode facilitar e incentivar o desenvolvimento de projetos em pares ou apenas colaborações pontuais de outros participantes do espaço.
Para os Centros Juvenis, que se trata de uma rede, como não pensar em construirmos colaborativamente? Acredito que os pares nesta perspectiva da rede de Centros Juvenis, é questão de sobrevivência dos Centros. O diferencial de um trabalho em rede, está justamente no compartilhamento que deve ocorrer para que seja de fato um rede. Números, ou quantidades não fortalecem a rede de CJ se o compartilhamento e a colaboração não estiverem consolidadas como rede. É trabalho coletivo e o alinhado das ações que fortalece a rede.
Nos cursos, também acho que estamos muitos restritos no conceito de trabalho em equipe. Apesar de o aluno ter a possibilidade de escolha do que ele quer estudar ou desenvolver e com quem, ainda estamos presos aos pares que estão conosco em sala: apenas os “colegas do lado”, por vezes de outros cursos. No entanto, hoje, com as facilidades de comunicação, deveríamos ampliar os horizontes quando se trata de parcerias.
Na incubadora percebo um pouco mais a presença de pares, mas ainda com possibilidades de ampliação.
Acho que o conceito de pares na AC se aproximou das nossas ações nos grupos que foram selecionados para a Maratona Samsung - UNICEF. Os grupos foram formados por professores e alunos do CJ e de Instituições de Ensino Superior. A exemplo, gostaria de citar a equipe…(esqueci o nome - Desculpa Dri!), que é composta pela professora Adriana, pela estudante Márcia do CJ e por três estudantes da USP. A equipe completa não terá nenhum encontro presencial. Os encontros acontecem semanalmente, o trabalho está sendo desenvolvido por uma equipe, onde a maioria dos participantes não se conhecem pessoalmente, mas tem interesses em comum.
Citação
“Nossas ideias atuais sobre parcerias, colaboração e comunidade são muito diferentes do que eram em 1993. Dentre os quatro Ps da aprendizagem criativa, a parceria provavelmente foi a mais afetadas pelas novas tecnologias. Como veremos na próxima seção, as novas tecnologias transformaram dramaticamente como, quando e onde as pessoas colaboram e os papéis das parcerias no processo de aprendizagem.”
Este trecho me levou a um questionamento reflexivo
Diante das inúmeras possibilidades que temos atualmente para formação de parceria, o que nos falta para ampliarmos essa prática de trabalho colaborativo tanto na rede quanto nos curso e incubadoras? Talvez força de vontade? Ou resistência? Peço desculpas pelo “força de vontade”,soa um pouco ofensivo no primeiro momento, mas as vezes vejo situações que me fazem refletir sobre isso. Temos conhecimento sobre a importância de um trabalho colaborativo, temos capacidade de desenvolver e muita vezes não levamos a sério a necessidade de trabalharmos coletivamente.
BJS