Roberto, colegas,
Pensarmos apenas nas categorias dos padronizadores e dramatizadores é restringir o próprio potencial de aprender do ser humano. Há vários estilos de aprendizagem. Há, inclusive, a teoria dos estilos de aprendizagem. Na Europa, em especial em Portugal e na Espanha, muitos pesquisadores se dedicam a esse estudo.
Kolb definiu ainda na década de 1980 quatro estilos de aprendizagem:
(1) o acomodador: cujo ponto forte é a execução, a experimentação;
(2) o divergente: cujo ponto forte é a imaginação, que confronta as situações a partir de múltiplas perspectivas;
(3) o assimilador: que se baseia na criação de modelos teóricos e cujo raciocínio indutivo é a sua ferramenta de trabalho; e
(4) o convergente: cujo ponto forte é a aplicação prática das ideias.
Estudos atuais mostram outras categorias de estilos de aprendizagem. Segundo Melaré (2009), conforme Alonso e Gallego (2002) existem quatro estilos de aprendizagem: o ativo, o reflexivo, o teórico e o pragmático.
O estilo ativo
As pessoas em que o estilo ativo predomina, gostam de novas experiências, são de mente aberta, entusiasmadas por tarefas novas; pessoas do aqui e do agora, que gostam de viver novas experiências. Seus dias estão cheios de atividades: em seguida ao desenvolvimento de uma atividade, já pensam em buscar outra. Gostam dos desafios que supõem novas experiências e não gostam de grandes prazos. São pessoas de grupos, que se envolvem com os assuntos dos demais e centram ao seu redor todas as atividades. Suas características são: animador, improvisador, descobridor, arrojado e espontâneo.
O estilo reflexivo
As pessoas desse estilo gostam de considerar a experiência e observá-la sob diferentes perspectivas; reúnem dados, analisando-os com detalhes antes de chegar a uma conclusão. Sua filosofia tende a ser prudente: gostam de considerar todas as alternativas possíveis antes de realizar algo. Gostam de observar a atuação dos demais e criam ao seu redor um ar ligeiramente distante e condescendente. Suas principais características são: ponderado, consciente, receptivo, analítico e exaustivo.
O estilo teórico
São mais dotadas deste estilo as pessoas que se adaptam e integram teses dentro de teorias lógicas e complexas. Enfocam problemas de forma vertical, por etapas lógicas. Tendem a ser perfeccionistas; integram o que fazem em teorias coerentes. Gostam de analisar e sintetizar. São profundos em seu sistema de pensamento e na hora de estabelecer princípios, teorias e modelos. Para eles, se é lógico é bom. Buscam a racionalidade e objetividade; distanciam-se do subjetivo e do ambíguo. Suas características são: metódico, lógico, objetivo, crítico e estruturado.
O estilo pragmático
Os pragmáticos são pessoas que aplicam na prática as ideias. Descobrem o aspecto positivo das novas ideias e aproveitam a primeira oportunidade para experimentá-las. Gostam de atuar rapidamente e com seguridade com aquelas ideias e projetos que os atraem. Tendem a ser impacientes quando existem pessoas que teorizam. São realistas quando tem que tomar uma decisão e resolvê-la. Parte dos princípios de que “sempre se pode fazer melhor” e “se funciona significa que é bom”. Suas principais características são: experimentador, prático, direto, eficaz e realista.
https://repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2/2999/3/70-228-1-PB%202.pdf
Muitos de nós agregamos vários desses estilos de aprendizagem, não é verdade? E os nossos alunos? Como podemos construir os nossos cursos para contemplar os estilos de aprendizagem dos nossos alunos?
Vamos dialogando.
@braço,
Elmara