Curso atual
Participantes
SEMANA 5 - DISCUTINDO SOBRE OS JOGOS

Oi pessoal
Gostaram dos jogos? Vamos comentar abaixo sobre quais gostaram? Aproveitem e respondam ao post que vou abrir agora, não abram um novo, respondam lá e aproveitem e postem o print do tempo que levaram para resolver o primeiro.
Agora vou propor um desafio:
* Vamos criar nosso próprio jogo?
Vou dar algumas dicas de como fazer isso e vamos testando.
1. Brinque com referências
Um dos melhores exercícios antes de sair recortando papelão e cartolina, orienta Onça, é adicionar novas regras para jogos que você conhece. “É uma boa maneira de começar a dar asas para a imaginação e ver que tipo de dinâmica melhora ou piora o jogo”, diz.
2. Aposte nos princípios dos jogos modernos
A chamada “nova escola alemã” tem características próprias que renovaram os jogos. Vale a pena saber quais são elas:
* Regras simples: nada de grandes compêndios que exijam horas de leitura para que se compreendam as regras. Mas atenção: simples não quer dizer bobo!
* Partidas de duração curta: as partidas dos novos jogos têm duração média de 30 minutos.
* Jogos inclusivos: dificilmente alguém fica de fora no meio do jogo. Todos permanecem até o final – mesmo que com dificuldades.
* Dinâmica que valoriza o mérito e não a sorte: o jogador deve ganhar porque soube tomar a decisão certa e não porque tirou +6 no dado.
* Visual atraente: são jogos extremamente preocupados em oferecer uma experiência estética, que encha os olhos do jogador.
3. Tenha uma boa ideia
Parece fácil, mas não é. Anote seus pensamentos e palpites e vá acumulando ideias. Sabe como é, “Talento é 1% inspiração e 99% transpiração”, como já dizia o inventor Thomas Edison. (Vale a pena registrar também a bem-humorada réplica do físico Nikolai Tesla: “Se o sr. Edison tivesse trabalhado de forma mais inteligente, não teria de suar tanto”.)
Criar um jogo de tabuleiro é uma arte e, como toda arte, não existem fórmulas fechadas. “O processo de criação de um jogo de tabuleiro é muito misterioso – inclusive para mim”, conta Onça. Às vezes, a história do jogo vem antes e aí é preciso desenvolver uma dinâmica adequada, outras vezes é a mecânica que surge primeiro e então você deve procurar referências para criar um tema. “Não tem regra, é como compor uma música. Essa é a beleza de criar um jogo: apesar de ser muito matemático, é arte também.”
Para ter boas ideias, ele sugere praticar o olhar de game designer. “Pense o mundo como um jogo, olhe para a vida e enxergue um jogo nas situações cotidianas”. Ele cita o sucesso de vendas de Cooking Mama, para Nintendo DS, que é baseado no simples ato de cozinhar.
Perguntas importantes nessa fase: para quem é o jogo (qual faixa etária, interesses, referências)? Qual será o objetivo do jogador?
4. Jogue com a incerteza
Tenha em mente que jogo é escolha. “O critério fundamental de um bom jogo é a tensão que ele provoca nos jogadores, de quão incerto é o resultado do movimento a ser feito”, resume. Um bom jogo é aquele que provoca dúvida sobre qual é a melhor jogada a ser feita. Caso contrário, ele fica besta, pois o jogador saberá quais decisões deve tomar para ganhar o jogo.
5. Invista na simplicidade
É a regra de ouro para fazer um jogo de tabuleiros – e a mais difícil de seguir. “O desafio é arrumar um jeito simples de resolver situações ricas e complexas, mas que tenham uma beleza e permaneçam vibrantes.”
Pense em Dominó ou em Candy Crush. A partir de mecânica simples, criam uma tensão, pois possuem várias oportunidades de desenvolvimento. “O jogo perfeito para mim é o que tem o menor número de regras e, ainda assim, oferece uma experiência maravilhosa, elegante. Isso é uma arte!”, resume Onça.
6. Construa um protótipo
Para saber se a sua ideia renderá um bom jogo, é preciso levar para o papel. “Quando você produz um protótipo, é obrigado a tomar decisões, fechar conceitos que estão abertos. O jogo se revela para você mesmo”, descreve Onça. Essa é a hora de colocar o pé no chão, escrever o conjunto de regras e descobrir o que é viável e faz sentido.
Imagine a matemática que regulará o jogo. Quantos jogadores mínimos? Quanto tempo será necessário para finalizar um jogo? Estabeleça os pontos, os valores, o sistema de rodadas (todo mundo joga ao mesmo tempo? Um de cada vez? Em qual ordem?), as ações possíveis de cada jogador etc.
Pense nas consequências de suas escolhas. Por exemplo, se seu jogo usar dois dados, a média de casas andadas será 7 (a soma de todos os lados de dois dados dividido por seis ou 42/6=7), então qual deve ser o número mínimo de casas do seu tabuleiro? O tabuleiro com trajetos ou o livre é mais adequado ao seu jogo? Tentar imaginar as três primeiras rodadas do jogo pode ajudar.
Não se preocupe em esculpir os mais belos peões neste momento. “O protótipo foi feito para ser mexido. Pode fazer absolutamente tosco!”, diz. A dica é usar peças de outros jogos e cartolina.
7. Teste, teste, teste e teste
Com o protótipo em mãos, você pode jogar algumas vezes sozinho, para consertar possíveis “buracos” ou contradições do jogo. Você pode descobrir, por exemplo, que é possível ganhar sempre usando um truque ou um poder.
Boa diversão!